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Cinco Horizontes

Porque é importante não ter só um

Cinco Horizontes

Os filhos dos outros

 


Já tinha acontecido com o fenómeno Tokyo Hotel e volta a repetir-se: a loucura das adolescentes que as leva a ir para o local do concerto dias antes e por lá pernoitarem, muitas vezes acompanhados pelos pais. É fácil erguer a voz para dizer mal: das adolescentes, que não percebem a estupidez de terem tatuagens dos seus ídolos, dos pais, por deixarem que os façam e ainda se juntarem à festa.
 
Se há coisa que ser mãe me ensina todos os dias é que é muito fácil falar de fora, criticar a forma como as outras pessoas educam os seus filhos. Se eu deixava uma filha minha fazer tatuagens do seu artista preferido aos 15 anos? Muito provavelmente não, tentando explicar-lhe que já tive 15 anos, já tive grandes pancadas por figuras públicas e que isso passa. Mas quem sou eu para condenar a filha que quer e os pais que deixam?

Odisseia

Terminou ontem esta série de produção nacional, protagonizada por Bruno Nogueira e Gonçalo Waddington. De um modo geral, foi uma espécie de inception de séries: os dois faziam de si próprios numa série, com vários saltos aos bastidores. Foi também, fui percebendo pelos comentários li no twitter, um manancial de referências, especialmente cinematográficas, mas também musicais - basta recordar o episódio onde tem grande destaque a figura de António Variações.

Posso dizer que vi cerca de metade dos episódios completos, e a outra metade fui vendo aos bochechos. Ri-me de algumas coisas, achei outras engraçadas e curiosas, mas desde o início que percebi que havia ali qualquer coisa que não me cativava completamente. Vejo comentários acerca de quão brilhante foi, de que isto sim, é verdadeiro serviço público, de como foi algo arriscado e completamente diferente. Com estas duas últimas características concordo sem reservas, mas de resto tenho de admitir que não fiquei fã. Foi demasiado alternativo para o meu gosto, não consegui perceber para onde a série caminhava, onde queria chegar nem tão pouco o que estava a fazer para tal. Eu gostava de ter gostado, a sério que sim, mas não consegui. Fez-me sentir burra várias vezes por não ter apanhado as ditas referências, e por ser rotulada de humor (e outras coisas) inteligente, faz-me pensar que se não gostei é porque não o sou. 

Não podemos gostar todos do mesmo, não é?

Sobre os comentários

Lembro-me de que quando comecei a escrever em blogues não tinha quase comentários nenhuns. Depois, fui descobrindo outros blogues, comentava, e a partir daí as pessoas descobriam o meu blogue, comentavam também e depois tudo se desenrolava. Conheci pessoas muito porreiras através dos blogues, e ainda mantenho contacto com algumas delas tantos anos depois (sete, oito?). 

 

Nos dias que correm, raramente comento em blogues, muito menos com o objetivo de me "dar a conhecer", esperando uma visita de retorno. Acho que se deve comentar quando há algo a dizer, qualquer coisa a acrescentar. Comentar por comentar, só para dizer "presente" ou fazer feliz a pessoa do outro lado é coisa que para mim deixou de fazer sentido. Que tipo de pessoas é que ainda andam por aí a pedinchar comentários? Isso é tão 2006.

Sobre gravidez/maternidade

A quantidade de vezes que nos dizem: "Isso passa"; "Depois habituas-te".

Obrigadinha, mas eu sei. Não passei ainda a essa fase, mas sei que passa. Deixem-me só curtir um bocado a minha tristeza presente. Dizerem-me que vai passar não ajuda a que passe por artes mágicas. Portanto, dispenso comentários genérico-pseudo-reconfortantes.

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