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Cinco Horizontes

Porque é importante não ter só um

Cinco Horizontes

Odisseia

Terminou ontem esta série de produção nacional, protagonizada por Bruno Nogueira e Gonçalo Waddington. De um modo geral, foi uma espécie de inception de séries: os dois faziam de si próprios numa série, com vários saltos aos bastidores. Foi também, fui percebendo pelos comentários li no twitter, um manancial de referências, especialmente cinematográficas, mas também musicais - basta recordar o episódio onde tem grande destaque a figura de António Variações.

Posso dizer que vi cerca de metade dos episódios completos, e a outra metade fui vendo aos bochechos. Ri-me de algumas coisas, achei outras engraçadas e curiosas, mas desde o início que percebi que havia ali qualquer coisa que não me cativava completamente. Vejo comentários acerca de quão brilhante foi, de que isto sim, é verdadeiro serviço público, de como foi algo arriscado e completamente diferente. Com estas duas últimas características concordo sem reservas, mas de resto tenho de admitir que não fiquei fã. Foi demasiado alternativo para o meu gosto, não consegui perceber para onde a série caminhava, onde queria chegar nem tão pouco o que estava a fazer para tal. Eu gostava de ter gostado, a sério que sim, mas não consegui. Fez-me sentir burra várias vezes por não ter apanhado as ditas referências, e por ser rotulada de humor (e outras coisas) inteligente, faz-me pensar que se não gostei é porque não o sou. 

Não podemos gostar todos do mesmo, não é?